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Faça isso - e crítica alguma poderá feri-lo

· Autoconfiança,Insegurança,Críticas

Olá, pessoal!

Estamos aqui novamente!!! Desta vez vamos falar sobre críticas. As famosas e temíveis críticas. Afinal, quem alguma vez na vida já não ficou remoendo um comentário negativo que alguém fez? Não deveria ser assim, mas a gente guarda essas coisinhas e pequenas farpas zombeteiras podem nos apunhalar de tamanha maneira… Vai vendo. Hoje eu acordei bem reflexiva para falar disso. Bora começar?

Para início de conversa, eu recomendo muitíssimo o livro “Como evitar preocupações e começar a viver”, de Dale Carnegie. O autor escreve de uma maneira muito tranquila de ler (dá para finalizar em menos de duas semanas as 400 páginas) e tem umas passagens que parecem dialogar mesmo com o leitor, não sei se é por se tratarem de temas universais ou se é porque ele escreve bem; fica aí a dúvida. Tudo o que sei é que foi desses escritos que eu tirei algumas inspirações e lições de vida.

Garotada, vamos deixar claro que sempre, independentemente de onde você esteja, vai ter alguém no seu pé. Pode ser uma pessoa que compita com você o tempo todo e na maioria das vezes acha um jeito de pôr para baixo; pode ser alguém que simplesmente não vai com a sua cara; ou pode ser seu próprio amigo fazendo um comentário - sem a intenção de te magoar - e, sem perceber, acaba magoando. Só com esses três exemplos nós já conseguimos perceber o quão complicados somos. Sei lá, não sei se tinha necessidade de uns cuidarem da vida dos outros como acontece frequentemente.

Já que não podemos mudar o que é exterior a nós, por que não nos mudamos? O que acham? Para que essa mudança ocorra, é preciso, primeiramente, um olhar atento para o seu interior, para o seu próprio ser. É nele que habita sua consciência, seus pensamentos e boa parte de tudo o que você julga ser ou não importante para si mesmo. Seu ponto de vista é um filtrozinho que seleciona o que fica guardado e o que é eliminado. É por isso que a expressão “depende do ponto de vista” é tão válida e muito usada, pois o que para mim é um absurdo, pode ser a coisa mais simples do mundo para outro, saca? O que nós não podemos é perder a nossa essência só porque fulana falou que não vai dar certo comigo, que eu não tenho potencial e vou falhar. E quando isso ocorre - no momento em que sentimos que já não estamos vivendo a nossa vida, e sim vivendo de máscaras para alegrar os outros - nós devemos muito ativar o “modo foda-se”.

Eu tenho uma professora de Literatura que diz que tem fases para o modo foda-se. Quando se é muito jovem, tipo eu e você que está lendo, estamos em transição para a vida adulta e muitas coisas começam a acontecer depressa. Dentre essas coisas, tem-se a preocupação excessiva com a aparência, a vontade de pertencer a um grupo… Enfim, tudo isso faz com que fiquemos bem pirados com o que vão pensar de nós e é super normal, até porque ninguém é 100% foda-se. Já pensou como seria esquisito se ninguém se importasse com nadica de nada? O mundo não evoluiria (se bem que eu não tô vendo muita diferença… Mas okay). O que eu quero dizer é: nós precisamos saber equilibrar essa balança de feedbacks.

Vamos mudar um pouco os rumos dessa reflexão. Tem um ditado bem popular que diz: “Um dia é da caça e o outro é do caçador”. Então, meu bem, você provavelmente já foi a pessoa que falou da outra, não é mesmo? E depois que isso aconteceu, o que você fez? Ficou pensando no ocorrido o tempo todo? Óbvio que não, e eu, sem nem te conhecer, posso afirmar. O ser humano fala muito e, às vezes, nem se dá conta da dimensão de suas palavras. Quando um comentário ruim chegar, não o tome como algo muito importante, analise-o primeiro. Ninguém pensa em você todas as horas do dia a ponto de querer o seu mal eternamente. A moça que te odeia não está integralmente antenada na sua vida, leitor, ela tem coisas mais importantes na dela para se preocupar, saca?

Como todos têm esse tipo de exemplo para contar, eu também tenho o meu. Preparados para isso? Então, vamos lá.

Na minha época de ensino fundamental eu sempre fui a garotinha magricela, tímida e de cabelo cacheado (mais para crespo) da minha sala. Eu via os penteados lisos das outras garotas e achava que era algo extremamente errado o meu cabelo não ser igual. Pode parecer coisa de criança, mas na verdade eu não gostava de receber comentários do tipo: “cabelo de bombril” e outros bem piores. Isso me machucava tanto, que um dia eu acabei pedindo para minha mãe me levar para alisar os meu cachinhos. E era um sofrimento semestral, gente. Era maçante ficar retocando aquilo, sentindo o cheiro forte de produtos químicos (sabe a música “Radioactive”? Então, era eu nessa época, haha)… E eu era apenas uma criança, perdendo a essência lentamente.

Daí, no ensino médio, eu tinha começado a desencanar desse negócio. Decidi começar uma transição capilar. Pensa numa fase difícil? Imagina você olhar pro teu cabelo e ele está ora liso, ora cacheado, ora sei lá mais o quê. Foi tenso, miga… Foi, foi. Mas eu não desisti, fui persistente e minhas visitas ao cabeleireiro começaram a ser mais constantes também. Quando finalmente consegui recuperar minhas madeixas, ainda estava muito insegura para sair pelas ruas com o Black Power poderoso.

Foi aí que comecei a pensar: poxa vida, esse é o meu cabelo, ele é maravilhoso do jeito que é. E sabe o que eu fiz posteriormente? Ativei o modo foda-se e soltei meu lindo cabelão. Recebi muitos elogios e muitas desaprovações.

Com o tempo, eu fui percebendo que é normal passar por essas coisas e minha autoconfiança e autoestima só aumentaram. As lições que ficaram para mim nessa jornada são as melhores. Eu consigo compreender a minha unicidade e fiquei mais forte para combater pensamentos alheios. Você também pode fazer isso, viu?

Para terminar este post, eu quero dizer que me considero um mulherão da porra. É só isso mesmo, sociedade.

XOXO <3

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