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Comer animais? Nunca! Jamais!

· animais,carne,efeito estufa,aquecimento global,vegetarianismo

Olá, pessoal!

O Monnampe está de volta e desta vez com um assunto um tanto quanto sério. O título do post (como você já deve ter lido) acabou dando um spoiler do que será abordado. E é isso aí, hoje nós daremos voz aos animaizinhos, os que não podem se defender e tampouco revidar um futuro sanguinário, ao qual muitos deles estão predestinados.

Gostaríamos de esclarecer que a nossa intenção não é torná-los vegetarianos, veganos ou nada disso, só queremos que vocês reflitam sobre esta decisão de consumir carne de outro ser vivo; que seja de maneira consciente e provoque mudanças em um sistema tão complexo como o nosso.

Você deve ter algum parente ou ao menos conhecer alguém que tenha uma fazenda. Bom, eu tenho alguns tios. Sempre que a minha família viaja para Minas Gerais, eu prefiro me afastar da cidadezinha pacata e ir para o que todos conhecem por “roça” (o interior do interior, as fazendas). Lá tudo é mais tranquilo e, para pessoas muito 'urbanóides' como eu, é o paraíso do ar fresco e do bucolismo.

Era uma alegria total: minha prima e eu fazíamos biscoitos, pães, bolachinhas e todo o tipo de guloseima; eu achava que era super fazendeira colocando as vacas no curral quando o sol estava prestes a se pôr; dava milho às galinhas; eu literalmente voltava a ser criança quando estava lá. Também havia muita praticidade, se você quisesse fazer um bolo, não precisava pegar o carro e ir até o supermercado, os ingredientes estavam lá, bem nos fundos da sua casa. “Quer leite? Ordenhe as vaquinhas. Quer ovos? Pegue-os no ninho das galinhas.”. Não tem erro e parece que são recursos infinitos, sabe? Sempre vai ter. Ou pelo menos era o que eu pensava. Mas a minha reação quando descobri uns podres é a mesma que você terá quando terminar de ler esse artigo.

Eu ficava muito perplexa observando como as coisas no campo simplesmente fluíam. Um dia, filosofando comigo mesma, eu pensei no quão bom seria se o mundo fosse repleto de fazendas, daí não teríamos que nos preocupar com espaços sem árvores, pois elas não iriam faltar; na minha cabeça tudo seria muito ecológico e sustentável, ou seja, não estaríamos apenas nos ajudando, mas pensando também nas gerações futuras. Olha o nosso legado de bons seres humanos.

O problema é que isso só ficou bom na minha imaginação mesmo. Na nossa realidade um projeto desses apenas pioraria as coisas, não seria nada ecológico e sustentável, e pior, poderíamos destruir a vida das gerações futuras. Como descobri isso? Lendo essa belezinha aqui:

Bom, vamos encarar os fatos: Se os fuckings arrotos tem esse percentual de gases do efeito estufa, imagine o resto? E se ⅓ das terras do planeta são destinadas a pecuária, imagine se 100% delas fossem? Boooom! Já era.

Mas você pode estar se perguntando: “E o que que eu tenho a ver com isso? Moro na cidade, não crio gado.” Supondo que você coma carne, mesmo que não tenha vacas sendo criadas na sua varandinha, você acaba contribuindo - ainda que indiretamente - com esse sistema. Se há demanda por algo, esse algo será produzido para saciar o mercado consumidor, entende? De certa forma, não podemos fazer com que o mundo inteiro pare de comer carne, é inviável, mas é possível promover a reflexão para que uma boa parcela reveja seus hábitos alimentares.

É importante ressaltar que há dezenas de outros fatos envolvidos nesse processo obscuro da pecuária. Os animais precisam ser alimentados antes de irem ao abate e, nessa ‘brincadeirinha’, cerca de 756 milhões de toneladas de grãos e cereais são utilizados a cada ano na criação de aves, porcos e gado bovino. Se diminuíssemos o consumo de carne, poderíamos investir o capital (que outrora era destinado à compra dos mantimentos dos bichinhos) ajudando os bilhões de seres humanos que vivem em extrema pobreza.

Já parou para pensar na quantidade de água utilizada para produzir a carne? É absurda! Os dados revelados pela UNESCO mostram que 300g de carne suína consomem 1440 litros de água para serem produzidas.

Antes do abatedouro

Engana-se quem pensa que os bichinhos são bem tratados antes de virarem uma peça de carne comprada no açougue. Na verdade, é como se cada galinha, boi, vaca ou porco deixassem de viver, porque as condições a que estão submetidos não podem ser inseridas no conceito “vida”. Muitos animais ficam presos em espaços minúsculos, apenas comendo e engordando para manter a carne boa para consumidor.

Alguns alimentos vêm com o rótulo de que a carne empregada corresponde a de um animal que foi ‘criado solto’. Nesse sentido, espera-se que esse animal tenha ficado ao ar livre, em boas condições, quando na verdade estão literalmente todos soltos, mas amontoados uns nos outros; novamente, sem espaço para se mexer. Há videos, que eu me nego a assistir, que mostram o lado cruel do abate, em que os animais sofrem MUITO!

Infelizmente, a realidade é essa e se você quer realmente mudar o mundo, sugiro que comece por aí. É um problema e tanto, que envolve ética, moral e questões ambientais. Cabe a cada um de nós decidir por onde começar. Só reforçando: não queremos induzi-lo ao vegetarianismo (se decidir isso, consulte um profissional nutricionista), mas se boa parte das pessoas reduzissem o consumo de carne… Faria muita diferença. Tudo mudaria!

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